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“Sem prospecção não teremos soberania nos nossos recursos”

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A informação foi avançada hoje, 20, no Dundo, por Miguel Vemba, Director de Operações Mineiras e Gestão de Participações da ENDIAMA, E.P.

Falando à imprensa durante o Balanço Semestral de Produção de Diamantes, Miguel Vemba fez saber que, neste segundo dia de trabalhos, o objectivo passa por perceber os desafios actuais da indústria diamantífera e encontrar medidas para reverter o quadro actual de crise.

Dentre as medidas, destacou a necessidade de serem desenvolvidas actividades de prospecção que culminem num portefólio que combine tanto diamantes provenientes de exploração primária como diamantes aluvionares.

Questionado sobre as metas de produção até agora alcançadas, Vemba fez saber que o primeiro semestre revelou-se abaixo do plano, situando-se em 7.57 milhões de quilates, com contribuições maioritariamente de Catoca e Luele, perspectivando-se um aumento considerável no segundo semestre do ano, em decorrência da entrada em funcionamento do terceiro moinho da Sociedade Mineira do Luele, o que permitirá atingir os 16.2 milhões de quilates propostos no Plano de Desenvolvimento Nacional.

Discorrendo sobre a situação actual da indústria diamantífera, o responsável descreveu um cenário pouco animador, tendo afirmado que “o preço do diamante caiu de 2022 a esta parte globalmente em cerca de 33%, mas em Angola foi ainda mais severo, tendo caído em 52%, sendo 29% só em 2025”.

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