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Angola vai reduzir a oferta de diamantes pequenos

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Angola vai limitar a produção de diamantes brutos de pequeno tamanho nos próximos meses, com o objectivo de evitar saturar o mercado, informou a mineradora estatal ENDIAMA.

Angola é o país com crescimento mais rápido na produção de diamantes, tendo as exportações de diamantes brutos aumentado 70%, atingindo 17,7 milhões de quilates em 2025.

No entanto, muitos desses diamantes pertencem às categorias de menor tamanho, que têm enfrentado dificuldades nos últimos dois anos, levando a críticas de que o país contribuiu para um excesso de diamantes lapidados com menos de 1 quilate.

As próximas vendas de diamantes brutos provenientes das minas de Catoca e Luele — as duas maiores de Angola — terão uma “redução substancial” na disponibilidade de pedras pequenas, afirmou Elton Escrivão, director comercial da ENDIAMA, à Rapaport News durante o evento Luxury, em Las Vegas.

“Nos próximos três meses, vamos reduzir substancialmente o volume de diamantes de pequeno tamanho que colocamos no mercado, especialmente no que diz respeito a Catoca e Luele”, disse Escrivão.

O objectivo é “proteger o valor da nossa produção e… do mercado”, acrescentou.

Escrivão anunciou a medida durante um evento do Natural Diamond Council (NDC) sobre o sector mineiro angolano.

“Se necessário, vamos estender esta suspensão para proteger o mercado. Contem connosco, tal como contamos convosco”, afirmou.

“É crucial, considerando o papel importante que Angola desempenha actualmente na indústria diamantífera, que cuidemos do mercado.”

A produção de diamantes em Angola aumentou 8%, para 15,2 milhões de quilates no ano passado, enquanto o preço médio caiu 29%, para 102 dólares por quilate — indicando uma mudança para pedras de menor dimensão.

O país previa aumentar a produção para 16,2 milhões de quilates em 2026, com um preço médio estimado de 150 dólares por quilate.

O aumento da produção, impulsionado pela entrada em operação da mina do Luele em 2023, que tornou Angola o terceiro maior produtor mundial, coincidiu com cortes de produção no Botsuana e na Rússia. Isso criou desafios para o sector, que procura equilibrar a oferta e ajudar na recuperação do mercado.

Fonte: Rapaport

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